Todos os casos

CRM comercial da Abraccio

Uma equipa comercial de treze pessoas a trabalhar numa folha de cálculo enviada por WhatsApp.

O funil de vendas do CRM da Abraccio, com as oportunidades em cartões distribuídos pelas colunas de cada estágio.

Visão geral

Uma equipa comercial de treze pessoas a trabalhar numa folha de cálculo enviada por WhatsApp.

Detalhes do projecto

Cliente

abraccio studio — projecto interno

Soluções mobilizadas

  • Aplicativos Internos

Sector

  • Ferramenta comercial interna
  • Equipa de vendas

Quando e onde

Período2026

LocalLuanda, Angola

DivisãoCreative

01 · O ponto de partida

Este caso é nosso. O cliente é a Abraccio, o utilizador é a nossa equipa comercial e a aplicação está em uso todos os dias em crm-abracciostudio.online. Publicamo-lo porque a solução «Aplicativos Internos» não se explica com uma lista de possibilidades — explica-se com uma aplicação que existe, que alguém usa e que pode ser vista.

O ponto de partida é o mesmo de metade das empresas com que falamos. A carteira comercial vivia numa folha de cálculo mestre: perto de mil empresas pesquisadas, mais de mil e setecentas em reserva, e uma equipa de treze pessoas a trabalhá-las. Quatro problemas concretos:

  • A folha mestre andava por WhatsApp. Cada comercial tinha a sua cópia, e a cópia de cada um ficava desactualizada no dia seguinte. Ninguém sabia qual era a versão boa.
  • Não havia funil, havia uma coluna «estado». Sem saber o que é entrada e saída de cada estágio, «contactado» quer dizer coisas diferentes para pessoas diferentes — e o mesmo lead pode ficar meses parado sem que isso salte à vista.
  • O histórico perdia-se. Quem tinha ligado, quando, o que o cliente respondeu e o que ficou combinado existia em blocos de notas pessoais. Quando alguém saía de férias, a conversa recomeçava do zero.
  • E havia dados de terceiros lá dentro. Telefones, e-mails e nomes de responsáveis de centenas de empresas num ficheiro que circulava em anexo. Isso, além de ineficiente, é um risco que uma agência não deve correr.

Serviço 01

Aplicativos Internos — o processo primeiro, o ecrã depois

O levantamento não começou no desenho: começou na folha. Doze estágios com objectivo, critério de entrada, critério de saída, prazo de resposta e probabilidade associada; as listas de nichos, sectores, canais, resultados e motivos de perda; as metas da equipa e as de cada comercial. Tudo isso já existia — mal arrumado, mas existia. A aplicação foi construída à volta desse processo, e não o contrário.

A folha foi importada uma só vez, por um programa que a lê e a converte: leads, reserva, lista de não abordar, actividades registadas, equipa e metas entraram já com a estrutura que a aplicação usa. Ninguém teve de copiar nada à mão.

Clique em qualquer imagem para ver em grande e ler o que foi feito.

O separador «Hoje», com as tarefas do dia e os contactos vencidos.
«Hoje» é a primeira coisa que se vêQuem entra não cai numa lista de mil empresas: cai no que tem de fazer hoje — vencidos primeiro, depois o dia. Uma ferramenta interna que obriga a procurar trabalho não é usada na segunda semana.
O funil, com as oportunidades em cartões por estágio.
O funil, com as regras à vistaCada coluna traz o prazo de resposta e o que é preciso para sair dela. Os cartões arrastam-se de estágio para estágio, e o registo da mudança fica feito — que é o que faz a diferença entre um quadro bonito e um processo.
A carteira de leads em tabela, com filtros por nicho, prioridade e comercial.
A carteira inteira, filtrávelMil empresas numa tabela que responde à escrita: nicho, cidade, prioridade, comercial, estágio. É a folha de cálculo que a equipa conhecia — com a diferença de haver uma só, e de ser a mesma para todos.
A ficha de uma empresa, com contactos, sinais e histórico de actividades.
A ficha da empresaContactos, decisor, presença digital, ângulo de abordagem, serviço recomendado e todo o histórico. Quem pega num lead a meio percebe a conversa sem ter de ligar a perguntar ao colega.
O registo de actividades, com tipo, canal e resultado.
Registar é um gesto, não um relatórioTipo, canal, resultado, resumo e o que ficou combinado — e, no mesmo passo, o estágio e a data seguinte actualizam-se. Se registar custar cinco minutos, ninguém regista.
A agenda, com as próximas acções por dia.
Agenda — o que está marcado, e para quandoAs próximas acções de toda a equipa por dia. O que está atrasado aparece em primeiro, porque é isso que custa dinheiro.
O painel, com os indicadores do mês e a conversão por estágio.
Painel da direcçãoActividade, funil e valor em negociação, sem ninguém ter de pedir um relatório a ninguém. Os números saem do trabalho registado — e é por isso que o registo tinha de ser simples.
A página de metas e objectivos, com as metas da equipa e as individuais.
Metas e objectivosMeta da equipa e meta de cada pessoa, com o que já está feito por cima. Uma meta que só existe numa reunião mensal não muda o comportamento de terça-feira.
A página da equipa, com os perfis e o estado de cada conta.
Equipa, com contas e perfisCada pessoa tem conta própria, com perfil e permissões. Quem vê o quê é decisão da direcção, e não um acordo entre colegas.
O organigrama, com as regras de contacto entre funções.
Organigrama com regras de contactoQuem fala com quem, e para quê. Numa equipa a crescer, a pergunta «a quem é que eu peço isto?» é das que mais tempo consomem.
O playbook comercial dentro da aplicação.
Playbook onde o trabalho aconteceCadência de contactos, guiões e respostas a objecções dentro da própria aplicação. Um playbook em PDF numa pasta partilhada é um playbook que ninguém abre.
As fichas dos nichos, com o argumento próprio de cada sector.
Fichas dos nichosO que muda quando se liga a uma clínica, a uma escola ou a um escritório de advogados. O argumento é diferente, e a ficha diz qual é.
A página do processo de venda, estágio a estágio.
O processo escritoOs doze estágios com objectivo, entrada, saída e prazo. Está escrito num sítio só, e é o mesmo que o funil aplica — o que evita a discussão sobre o que significa «contactado».
A reserva de empresas ainda não trabalhadas.
Reserva e «não abordar»As empresas ainda não trabalhadas ficam à parte, e passam à carteira quando alguém as assume. As que pediram para não ser contactadas ficam numa lista que a aplicação respeita.
O guia de utilização dentro da aplicação.
Guia dentro da aplicaçãoLeitura de dez minutos, no sítio onde a dúvida aparece. É o que substitui a formação que ninguém se lembra três semanas depois.
As definições, com listas, permissões e registo de auditoria.
Definições que a direcção controlaListas, permissões por função, sessões abertas e registo de auditoria. A aplicação pertence a quem a usa: mudar uma lista não é pedir uma alteração a um programador.
O ecrã de entrada do CRM, com utilizador e palavra-passe.
A portaConta por pessoa, palavra-passe definida no primeiro acesso, sessões com validade e limite de tentativas. Uma carteira comercial inteira atrás de um único código partilhado não é uma carteira protegida.

A equipa comercial trabalha muito do dia fora da secretária. A aplicação foi feita para isso.

O separador «Hoje» no telemóvel.
HojeA lista do dia no ecrã pequeno, com a acção seguinte a um toque. É o ecrã que se abre antes de entrar no carro.
O funil no telemóvel, com uma coluna de cada vez.
FunilNo telemóvel, um estágio de cada vez em vez de um quadro encolhido. Encolher um quadro de doze colunas é a forma mais rápida de o tornar inútil.
A ficha de uma empresa no telemóvel.
FichaContactos primeiro, histórico a seguir: telefone, WhatsApp e e-mail a um toque, que é o que se usa em frente ao portão do cliente.
A carteira no telemóvel, em cartões.
CarteiraA tabela passa a cartões, com a pesquisa sempre à mão. A mesma informação, sem obrigar a rodar o telemóvel.

02 · Como foi feito

  1. Levantar o processo que já existiaPasso 01

    Os doze estágios, as listas, as metas e os motivos de perda saíram da folha mestre e da forma como a equipa já trabalhava. Desenhar ecrãs antes disto é desenhar para um processo imaginado.

    • Levantamento
    • Processo
  2. Importar a folha uma só vezPasso 02

    Um programa lê a folha e escreve a base: carteira, reserva, lista de não abordar, actividades, equipa e metas. A migração é repetível — e por isso foi possível ensaiá-la até estar certa.

    • Migração
    • Dados
  3. Construir à volta do dia de trabalhoPasso 03

    «Hoje», funil, ficha e registo de actividade primeiro; relatórios depois. A ordem de construção foi a ordem em que a equipa usa a ferramenta.

    • Aplicativos Internos
    • Construção
  4. Contas, permissões e registoPasso 04

    Conta por pessoa, perfis com permissões, sessões com validade, limite de tentativas de entrada e registo de auditoria do que cada um alterou.

    • Segurança
    • Acessos
  5. Publicar em domínio próprioPasso 05

    Aplicação em crm-abracciostudio.online, com a base de dados guardada fora da pasta da aplicação — para que uma actualização nunca possa levar os dados à frente.

    • Entrega
    • Alojamento

03 · O que ficou entregue

  • Aplicação em uso diário, em domínio próprio, com a carteira comercial inteira migrada da folha de cálculo.
  • Funil de doze estágios com objectivo, entrada, saída e prazo por estágio, e cartões que se arrastam entre colunas.
  • Ficha de empresa com contactos, decisor, presença digital, ângulo de abordagem, serviço recomendado e histórico completo.
  • Registo de actividade num gesto, que actualiza estágio e próxima acção ao mesmo tempo.
  • «Hoje», agenda e pedidos ao superior, para que o trabalho do dia e os desbloqueios não vivam no WhatsApp.
  • Painel, metas da equipa e metas individuais, calculados a partir do que está registado.
  • Playbook, fichas de nicho, processo de venda e guia dentro da aplicação.
  • Reserva e lista de «não abordar», separadas da carteira e respeitadas pela aplicação.
  • Contas, perfis, permissões, sessões e auditoria, geridos pela direcção sem depender de quem programou.

Sobre as imagens desta página. Nenhuma foi tirada à aplicação real. O CRM tem lá dentro empresas, telefones e responsáveis que não nos pertencem, e publicá-los seria trair quem confiou na Abraccio esses dados. As imagens acima são de uma instalação de demonstração, com a mesma aplicação e dados inteiramente inventados. É também a resposta à pergunta que nos fazem sempre que propomos um aplicativo interno: para onde vão os nossos dados.

Não publicamos indicadores de negócio deste projecto. Os números do nosso funil são nossos, e o que aqui interessa é a ferramenta — que está em uso e pode ser mostrada, ao vivo, a quem estiver a pensar numa parecida.