Todos os casos

Agência Marítima Nacional

A autoridade marítima do país, sem forma de mostrar o que faz.

Apresentação da identidade visual da Conferência Nacional IMSAS 2025, com o símbolo da conferência sobre uma fotografia da tribuna.

Visão geral

A autoridade marítima do país, sem forma de mostrar o que faz.

Detalhes do projecto

Cliente

Agência Marítima Nacional (AMN) — Ministério dos Transportes

Soluções mobilizadas

  • Marca & Design
  • Audiovisual
  • Crescimento Digital

Sector

  • Administração pública
  • Sector marítimo

Quando e onde

PeríodoDesde 2025

LocalLuanda, Angola

DivisãoCreative

01 · O ponto de partida

A Agência Marítima Nacional é a autoridade marítima de Angola, sob tutela do Ministério dos Transportes. Responde pelo país enquanto Estado de bandeira, Estado costeiro e Estado do porto — ou seja, é dela a resposta quando uma organização internacional pergunta se Angola cumpre aquilo que assinou.

Trabalho havia. O que não havia era comunicação — nem para dentro da instituição, nem para o país. Quatro problemas concretos:

  • O trabalho não saía de lá. Uma agência do Estado que decide sobre segurança marítima, portos e formação de marítimos, e cujas decisões nunca chegavam a quem elas afectam.
  • Nenhuma iniciativa tinha imagem própria. Cada actividade nascia sem sistema: um cartaz aqui, um documento ali, feitos por quem calhasse e com o que houvesse à mão.
  • Havia uma conferência marcada, e era pública. Nos dias 7 e 8 de Julho de 2025, a AMN organizou com o Ministério dos Transportes a Conferência Nacional IMSAS, com entidades governamentais, o Lloyd's Register, o Memorando de Abuja, a indústria marítima e portuária, peritos jurídicos e instituições académicas na sala. Um evento desta escala sem identidade é um evento que ninguém reconhece em fotografia nenhuma.
  • E havia uma auditoria por trás. A Organização Marítima Internacional auditava Angola em Novembro de 2025. A conferência existia para preparar o país; faltava a comunicação para que o país soubesse que estava a ser preparado.

Resolvemos os quatro — e não como trabalho pontual: a comunicação da instituição passou a ser da nossa responsabilidade. Abaixo, serviço a serviço, o que foi feito.

Serviço 01

Marca & Design

A identidade da conferência não foi encomendada — foi a concurso. Lançou-se um concurso para o logótipo que traduzisse a importância e os objectivos do encontro; analisadas as propostas submetidas, a escolhida foi a nossa, pela simbologia e pela adequação ao tema.

O símbolo é uma equação que a instituição consegue explicar sem nós: a lupa, o exame minucioso de documentos e processos que é uma auditoria; o mar, o que está a ser auditado; o navio, onde a conformidade se mede de facto; e o mapa de Angola, o país onde a auditoria decorre. Quatro ideias, uma forma só.

Depois disso, o sistema teve de aguentar dois dias de conferência: painéis de palco para cada sessão, backdrop, roll-ups, desdobrável, porta-folhetos e poste para entrevistas — e ainda uma segunda identidade, para o Workshop Nacional IMSAS. Tudo a conviver com os selos que um evento de Estado é obrigado a exibir, sem que a peça se transformasse numa parede de logótipos.

Clique em qualquer imagem para ver em grande e ler o que foi feito.

A construção do símbolo: lupa mais mar mais navio mais o mapa de Angola.
A equação do símboloLupa + Mar + Navio + Angola. Quatro ideias fundidas numa forma só. É a razão pela qual a marca ganhou o concurso: qualquer pessoa a explica em dez segundos, sem ter estado na reunião.
As quatro colunas que explicam cada elemento do símbolo: lupa, mar, navio e Angola.
O que cada elemento quer dizerA leitura escrita de cada símbolo, entregue com a marca. A lupa é o exame minucioso; o mar é o objecto da auditoria; o navio é onde a conformidade a bordo se mede; o mapa é o país onde tudo decorre. Sem este texto, o logótipo era só um desenho.
O logótipo da Conferência Nacional IMSAS 2025, em azul e verde-mar.
O logótipo da conferênciaSímbolo e assinatura «Conferência Nacional IMSAS · 2025 — Angola», na versão principal. É esta marca que aparece em tudo, do crachá ao ecrã da transmissão.
Capa da apresentação da identidade visual da conferência, sobre a fotografia de um porta-contentores.
Apresentação da identidadeA identidade não foi despachada num ficheiro: foi apresentada à Agência, com a fundamentação de cada escolha. É o que permite à instituição defender a sua própria marca quando alguém a questiona.
Capa da identidade visual do Workshop Nacional IMSAS 2025.
Identidade do Workshop Nacional IMSASA conferência não foi o único momento. O workshop recebeu assinatura própria dentro do mesmo sistema: reconhecível como parte do conjunto, distinta o suficiente para não se confundir com a conferência.
A composição dos selos institucionais: AMN, Conferência, 50 anos, Governo de Angola e OMI.
A composição institucionalAMN, Conferência, os 50 anos, Governo de Angola / Ministério dos Transportes e a OMI. Um evento de Estado é obrigado a exibir estes selos; a regra fixa a ordem, o alinhamento e o ar entre eles, para que a peça não vire uma parede de logótipos.
O exterior do desdobrável institucional da conferência.
Desdobrável — exteriorCapa e contracapa, com a identificação da conferência e as datas. É a peça que sai da sala no bolso do participante.
O interior do desdobrável, com os objectivos da auditoria e a estratégia marítima nacional.
Desdobrável — interiorObjectivos da auditoria, instrumentos obrigatórios da OMI, visão da estratégia marítima nacional e política para alcançar os objectivos. Escrito e paginado para ser lido por quem não trabalha no sector.
O backdrop institucional da conferência, com a identidade repetida.
Backdrop institucionalO painel de fundo das fotografias oficiais e das entrevistas. A repetição é estudada: em qualquer enquadramento que uma câmara faça, entra pelo menos um bloco completo de identificação.
Roll-up vertical da conferência, montado em suporte.
Roll-upVertical, para os corredores e a zona de acolhimento. Serve de sinalética e de fundo secundário quando a sala principal está ocupada.
Porta-folhetos de mesa com a identidade da conferência.
Porta-folhetos de mesaNas mesas de trabalho e no acolhimento. Peça pequena e muito fotografada — é o que aparece ao lado do bloco de notas em quase todas as imagens de perto.
Painel de palco do Painel I, com os oradores e a moderação.
Painel de palco — Painel ICada sessão teve o seu painel, com o tema, os oradores e a moderação. O ecrã de palco é, na prática, o segundo backdrop: é o que sai nas fotografias e na transmissão.
Painel da Mesa Redonda Ministerial, com doze intervenientes.
Mesa Redonda MinisterialResponsabilidades do Estado costeiro e conformidade com os instrumentos de auditoria da OMI. Doze intervenientes num só ecrã, cada um com retrato, nome e cargo, legíveis do fundo da sala.
Painel da sessão sobre governança marítima, no segundo dia.
Painel de sessão«Governança Marítima, as Responsabilidades de uma Administração Marítima, competências, atribuições e as responsabilidades do Estado de Bandeira, Estado Costeiro e Estado Portuário.» Um título assim tem de caber e continuar a ler-se — a grelha foi feita para isso.

Serviço 02

Conteúdo Audiovisual

Os dois dias foram cobertos por nós, do princípio ao fim. Não é cobertura decorativa: uma conferência de Estado que prepara uma auditoria internacional tem de deixar registo — para a imprensa, para o relatório do evento e para a própria instituição poder mostrar, mais tarde, que o trabalho foi feito.

Fotografámos a abertura e o hino, as tribunas, os painéis, as mesas redondas ministeriais, as entrevistas às cadeias televisivas, a assinatura de documentos e o acolhimento. As imagens saíram tratadas e já com a identidade da conferência aplicada, prontas a publicar no próprio dia — que num evento de dois dias é a diferença entre publicar durante e publicar depois.

A sala plenária montada e vazia, antes da abertura.
A sala, antesA plenária montada e vazia, antes de abrirem as portas. É a fotografia que ninguém pede e que faz falta a toda a gente: prova a montagem, e é a que serve quando é preciso mostrar a escala do evento sem mostrar pessoas.
Momento do hino nacional, com a plateia de pé.
AberturaO hino nacional, com a sala de pé. É o momento que fixa o carácter do encontro: uma conferência de Estado, não um seminário.
Intervenção na tribuna, com as bandeiras de Angola e das Nações Unidas.
Na tribunaIntervenção com as bandeiras de Angola e das Nações Unidas em fundo. O enquadramento é intencional: mostra quem fala e mostra o contexto internacional em que fala.
Discurso de abertura, com o backdrop da conferência em fundo.
Discurso de aberturaTribuna com o backdrop da conferência atrás. É aqui que se vê para que serve o backdrop: qualquer fotografia deste ângulo sai identificada, sem precisar de legenda.
Entrevista às cadeias televisivas, com vários microfones.
Entrevistas às televisõesAs cadeias televisivas cobriram a conferência. O poste de identificação foi desenhado exactamente para este momento: os microfones tapam parte do plano e a marca continua a ler-se.
Fotografia oficial de dirigentes e convidados, no painel institucional.
Fotografia oficialDirigentes e convidados, no painel institucional. É a imagem que sai nos comunicados e fica no arquivo — e por isso é a que tem de estar tecnicamente certa à primeira.
Mesa de oradores em sessão de trabalho.
Painéis de trabalhoMesa de oradores em sessão. Dois dias, várias sessões, todas registadas — é este material que sustenta o relatório do evento.
Assinatura de documentos entre dois participantes.
Assinatura de documentosMomento formal, fotografado de perto. Aqui o que interessa é o gesto e o documento: enquadramento fechado, sem gente a passar em fundo.
A plateia cheia, vista do fundo da sala.
PlateiaA sala cheia, do fundo. Entidades governamentais, o Lloyd's Register, o Memorando de Abuja, a indústria marítima e portuária, peritos jurídicos e instituições académicas — e a fotografia tem de mostrar isso.
Equipa de acolhimento da conferência, junto ao painel de entrada.
AcolhimentoA equipa de recepção, no painel de entrada. É o primeiro contacto do participante com o evento, e a primeira vez que ele vê a identidade ao vivo.
Cumprimentos entre convidados, à chegada.
ChegadasCumprimentos à entrada, antes da abertura. A cobertura começou antes da conferência começar, porque é aqui que se registam as presenças.
Fotografia de grupo da equipa da conferência, no final dos trabalhos.
A equipa da conferênciaFotografia de grupo no fim dos trabalhos. Ficou para a instituição, e é a que ela usa quando fala da sua própria equipa.

Serviço 03

Crescimento Digital

A conferência tinha data marcada e uma audiência que não vive dentro da instituição. Montámos a contagem decrescente para as redes da Agência — cinco peças, uma por dia, com o mesmo formato e a mesma promessa, para que a quinta fosse reconhecida por quem só tinha visto a primeira.

No dia, a conferência foi transmitida em directo na página da Agência, às 08:00. Produzimos o anúncio do directo e o material que acompanhou a emissão, com a identidade aplicada ao próprio ecrã.

E ficou a comunicação institucional: o comunicado que apresentou publicamente o logótipo e o comunicado de balanço dos dois dias, escritos e paginados por nós, prontos a distribuir. É a parte menos vistosa do trabalho, e é a que mantém a instituição a falar depois de as câmaras saírem da sala.

Peça de contagem decrescente: faltam 5 dias, com mãos a segurar o cartaz.
Faltam 5 diasO arranque da contagem. Mãos a segurar o cartaz: uma peça de campanha não precisa de parecer um anúncio, precisa de parecer que alguém a está a mostrar.
Peça de contagem decrescente: faltam 4 dias.
Faltam 4 diasMesma estrutura, imagem nova. É a repetição que faz a série funcionar: quem viu a primeira reconhece a segunda sem chegar a ler.
Peça de contagem decrescente: faltam 3 dias, aplicada num outdoor.
Faltam 3 diasO cartaz aplicado num outdoor da cidade. Encosta a conferência ao espaço real de Luanda, em vez de a deixar num fundo abstracto.
Peça de contagem decrescente: faltam 2 dias, vista num telemóvel.
Faltam 2 diasA peça mostrada num telemóvel, que é onde a maioria das pessoas ia de facto vê-la.
Peça de contagem decrescente: falta 1 dia, com o roll-up do evento.
Falta 1 diaO último aviso, com o roll-up do evento. Fecha a contagem e mostra a peça física que o participante vai encontrar na sala.
Peça de anúncio da transmissão em directo, às 08:00.
É hoje · directo às 08:00Anúncio da transmissão em directo na página da Agência Marítima Nacional. Uma peça com uma função só: dizer a hora e o sítio.
A transmissão da conferência aberta num portátil.
A transmissãoA conferência em directo, com a identidade aplicada ao próprio ecrã. Quem não estava na sala viu na mesma marca de quem estava.
Título do comunicado de imprensa da conferência.
Comunicado — título«Angola reforça setor marítimo com Conferência Nacional de preparação para auditoria da OMI em 2025.» O título do comunicado que preparámos para a imprensa.
Corpo do comunicado de imprensa, em três colunas.
Comunicado — corpoOs dois dias resumidos: quem participou, que temas foram debatidos — quadro jurídico marítimo, Código ISPS, Convenção STCW, protecção do meio marinho e controlo pelo Estado do porto — e o que fica para Novembro.
Comunicado de lançamento do logótipo oficial da conferência.
Lançamento do logótipoO comunicado que apresentou publicamente a identidade, com a descrição da sua composição. Foi assim que o símbolo entrou em circulação: explicado, e não apenas publicado.

02 · Como trabalhámos

Nove passos, pela ordem em que aconteceram. Havia uma data fixa — 7 de Julho — e nada podia derrapar para depois dela.

  1. Leitura da instituiçãoPasso 01

    Perceber o que a AMN é obrigada a comunicar, e a quem. Uma autoridade marítima responde perante o Governo, perante a indústria e perante uma organização internacional — três audiências que não se falam da mesma maneira.

    • Diagnóstico
    • Estratégia
  2. Concurso do logótipoPasso 02

    Foi lançado um concurso para a identidade da conferência. Submetemos proposta e defendemo-la pela simbologia — lupa, mar, navio e Angola. Analisadas as propostas, a seleccionada foi a nossa.

    • Marca & Design
    • Concurso
  3. Sistema de marcaPasso 03

    Construção do símbolo, cor, tipografia e a regra de convivência com os selos obrigatórios: AMN, Governo de Angola, os 50 anos e a OMI. Sem essa regra, cada peça arrumaria os logótipos à sua maneira.

    • Marca & Design
    • Sistema
  4. Peças do eventoPasso 04

    Painel de palco para cada sessão, backdrop, roll-ups, desdobrável institucional, porta-folhetos e poste para as entrevistas televisivas. Conferidos peça a peça antes de irem para produção — numa data fixa, um erro de impressão não tem segunda oportunidade.

    • Marca & Design
    • Produção
  5. Contagem decrescentePasso 05

    Cinco peças, uma por dia, para as redes da Agência. Publicadas com antecedência, para a sala encher por decisão de quem quis ir, e não por convocatória de última hora.

    • Crescimento Digital
    • Redes
  6. Cobertura dos dois diasPasso 06

    Fotografia da abertura ao encerramento: hino, tribunas, painéis, mesas redondas, entrevistas, assinaturas e acolhimento. Tratamento e entrega no próprio dia, para haver o que publicar enquanto a conferência ainda decorria.

    • Audiovisual
    • Evento
  7. Transmissão em directoPasso 07

    A conferência transmitida na página da Agência, às 08:00, com a identidade aplicada ao ecrã da emissão. Quem não coubesse na sala assistia na mesma.

    • Crescimento Digital
    • Directo
  8. Comunicação para a imprensaPasso 08

    Comunicado de lançamento do logótipo e comunicado de balanço dos dois dias, escritos e paginados. Prontos a sair sem passar por mais ninguém.

    • Crescimento Digital
    • Imprensa
  9. ContinuidadePasso 09

    A relação não fechou com o evento. A comunicação da instituição continua a nosso cargo, e é agora trabalho corrente, não campanha.

    • Parceria
    • Em curso

03 · O que ficou entregue

  • Identidade da Conferência Nacional IMSAS 2025, escolhida em concurso, com o símbolo, as versões e a fundamentação escrita de cada elemento.
  • Identidade do Workshop Nacional IMSAS, dentro do mesmo sistema.
  • Regra de composição institucional com os selos obrigatórios: AMN, Governo de Angola / Ministério dos Transportes, os 50 anos e a OMI.
  • Peças do evento: painéis de palco de todas as sessões, backdrop, roll-ups, desdobrável institucional, porta-folhetos e poste para entrevistas televisivas.
  • Cobertura fotográfica completa dos dois dias, tratada, marcada e organizada.
  • Campanha de contagem decrescente para as redes da Agência, com os ficheiros de origem.
  • Peças da transmissão em directo, do anúncio à aplicação da identidade ao ecrã da emissão.
  • Comunicados de imprensa — o de lançamento do logótipo e o de balanço dos dois dias — escritos e paginados.

A parceria continua. A conferência foi o primeiro trabalho, não o único: a comunicação da Agência Marítima Nacional está hoje a cargo da Abraccio. O que começou por resolver um evento passou a resolver o problema de origem — uma instituição que trabalhava sem que o trabalho se visse.

Não publicamos indicadores deste projecto. O que está acima é material entregue e publicado pela própria instituição, e é verificável. A auditoria da OMI a Angola estava agendada para Novembro de 2025: o resultado é da instituição e não nosso, e não o reclamamos.